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árvore da vida

 

Segundo os sumérios e sua escrita cuneiforme, a origem da humanidade foi desenvolvida por dois deuses meio irmãos, Enki e sua meia irmã Ninmah, ou, Ninhursaga, com a ajuda de seu filho Ningizida, que também é Imhotep na versão egípcia. As tabuletas nos contam que houveram algumas tentativas falhas ao criar o ser humano. Eles nos mostram em detalhes escritos através das tabuletas em cuneiforme, que havia um local na “casa de cura”, onde Ningizida se ocupava a criar e desenvolver verdadeiras quimeras a partir de suas próprias experiências com os animais da terra. Quando Enki decidiu criar o homem, ele teria levado em conta a habilidade de seu filho em conhecer e aplicar de forma prática, a manipulação genética do que eles chamavam árvore da vida, que entendemos como DNA. Então, Ningizida foi capaz de comprovar que a árvore da vida dos símios selvagens daquela época, era muito parecida com a daqueles deuses, ou seja, os anunas. Tal similaridade entre os DNAs permitiu que iniciassem a criação. Mas o Deus de Israel, o senhor do mundo, e meio irmão de Enki e Ninmah, que era Enlil, não aprovava tal recurso para a criação de criaturas que poderiam nascer medonhas, e consentiu apenas até certo ponto. Aconteceu então, de algumas destas tentativas não alcançarem o resultado desejado. Eles nasciam com severas deformidades que os impediam até mesmo de sobreviver.  Mas Enki não desistia. Ele aplicavam o “ovo”, ou, como entendemos hoje, embrião, no ventre de uma espécie símio fêmea, aguardava o tempo necessário para a sua gestação e Ninmah, a curadora, realizava o parto das espécies.

Após diversas tentativas frustradas de criar o ser humano perfeito, Enki decidiu que deveriam se livrar dos utensílios que possuíam para utilizarem aqueles de barro, pois acreditava que estes, sendo providos da terra em que viviam, deveriam surtir maior efeito na criação. E foi daí que surgiu a noção bíblica de que o homem veio do barro. Mas enfim, Ninmah, em sua inteligência e maestria, percebeu que o problema não eram os utensílios, e sim a matriz. Todas as tentativas de criar um ser humano haviam sido feitas com a árvore da vida dos deuses e selvagens misturados e produzidos como embriões para serem gerados no ventre de uma espécie de macaco fêmea. Mas e se a matriz fosse o ventre de uma deusa anuna? Então, ela mesma, Ninmah, se ofereceu para carregar em seu próprio ventre o primeiro ser humano. Inesperadamente, assim que Ninmah engravidou do ser, percebeu que havia vida ativa em seu ventre, e que deste nasceria um ser da terra. E assim aconteceu. O primeiro ser humano bem-sucedido da terra nasceu de parto normal após a gestação completa. A experiente médica Ninmah, nos conta o tablet de argila, segurou o ser em seus braços, analisou cuidadosamente os dedos dos pés e das mãos, averiguou as narinas e, pelo mais importante, considerou ela, o formato da orelha era perfeito, e por isso ele haveria de viver e se desenvolver com maiores habilidades cognitivas que os seres anteriores.

O nascimento de Adapa

No momento em que nasceu o primeiro humano perfeito da terra, houve uma comoção, e Ninmah declarou que aquele não seria um animal, mas sim, um ser humano e seu nome seria Adapa, que significa homem vermelho, ou homem de barro, pois a cor da sua pele era avermelhada, mais uma adaptação feita pelos escritores bíblicos sobre a origem humana e o barro. Mas a produção, a criação, e a gestação do homem, haveria de ser muito demorada para a urgência da ocasião, que necessitava muitos destes seres para que pudessem auxiliar na mão de obra das criações dos deuses. Então decidiram criar fêmeas para que a raça humana pudesse procriar e preencher a terra. Sete anunas da casa de cura e uma deusa, esposa de Enki, se prontificaram a ajudar oferecendo seus próprios ventres para a gestação das fêmeas da raça humana. O nome das sete anunas estão destacados com honras nas tabuletas de argila sumérias, e devo fazer jus a isto, embora um desses nomes tenha se perdido devido a uma rasura na tabuleta antiga, seus nomes são os seguintes e se seguem nesta mesma ordem: Ninimma, Cu-zi-ana, Ninmada, Ninbarag, Ninmug …… e Ninguna.

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Após a gestação nasceram as fêmeas do ventre destas sete voluntárias, menos uma, pois houve complicação no parto de uma das anunas. A fêmea não nascia, já passava o momento do nascimento do ser humano no ventre da deusa Ninki, esposa do deus Enki, e ela não nascia. Ninmah tomou os utensílios em suas mãos e cortou a pele até o ventre de Ninki, e lhe deu à luz uma fêmea. Ninmah era uma habilidosa parteira e médica, não teria sido difícil para ela realizar uma cesária. Ninki, então tomou o ser que gerou em seu ventre nos braços, conferiu seu aspecto saudável, ficou feliz em tê-la dado à luz, e em homenagem a Tiamat, o dragão fêmeo que originou a nossa galáxia, segundo a mitologia dos deuses anuna pelos sumérios, lhe chamou Titi. Adapa e Titi deveriam procriar. Ao crescerem e se tornarem maduros para o acasalamento, sendo eles observados bem de perto pelos portões do Edin, ou como viria a ser, o Éden bíblico, os companheiros acasalavam-se, mas não procriavam. Passavam-se os dias, mas o casal não procriava. Perceberam então, que havia uma falha na árvore da vida do ser humano que não podia procriar. Entraram em discussão e decidiram intervir na criação novamente. Mas havia um problema, ao conceder-lhes a parte da árvore da vida que lhes daria a capacidade de procriação, lhes concederiam também, certos aspectos de inteligência e conhecimento. O Deus Enlil, discordou da decisão de seus irmãos. Ele temia que o ser humano, uma vez em maior número, pudesse um dia se colocar no lugar de lhes fazerem exigências. Mas os outros irmãos, Enki e Ninmah, mais Ningizida, optaram pela modificação na árvore da vida do ser humano. Contrariado, Enlil aceitou a mudança, mas exigiu que não lhes fosse concedido a capacidade de vida eterna. Os deuses anunas viviam dezenas ou até centenas de milhares de anos, segundo consta o tempo de governança dos deuses na lista dos governantes sumérios.

A expulsão de Adapa e Titi do Edin

A modificação então, foi realizada com sucesso. Ningizida tomou seu pai Enki, e o fez adormecer um sono profundo, e do mesmo modo, tomou a deusa Ninmah. Assim, como se tivessem sido anestesiados, foi-lhes tomado um pedaço da árvore da vida de suas costelas, aquela que faltava para que houvesse a procriação do casal de seres humanos. Mais uma vez, soltaram os seres humanos nos jardins dos portões do Edin, e observaram. Titi e Adapa se acasalaram, mas desta vez, Titi, finalmente engravidou. Um dia daqueles, em que Enlil passeava pelo jardim, percebeu que Titi, ao vê-lo aproximar-se, cobriu-se, e Enlil então percebeu que pensavam e tinham pudor. Mandou que os expulsassem dos jardins dos deuses e fossem viver como os outros animais, isto, antes que tomassem qualquer impulso de liberdade ou ousadia contra eles. E foi assim que os seres humanos foram expulsos dos jardins do Éden.

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Na versão bíblica do Gênesis, posterior à versão suméria, a história aconteceu de forma muito semelhante, mas não fica claro porque Adão fica doente e Eva passa a ter filhos com dores do parto de acordo com versões apócrifas. Bem, aparentemente, a casa de cura dos deuses era um local de conhecimentos medicinais profundos, o que possibilitava que não sofressem dores ou doenças. Eles, inclusive, conheciam algum tipo de anestésico que possibilitava a realização de cirurgias como, parto cesárea e até experiências científicas como as de DNA. Porém, se por outro lado os sumérios inventaram toda esta história fantástica de origem e criação, é interessante pensar numa forma de criatividade tal, que pôde ser capaz de criar tantas invencionices como as modernas que temos hoje.