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Origem da humanidade segundo os sumérios
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história

Observamos através de estudo e conhecimento que as instituições criam maneiras de persuadir-nos com ensinamentos sem qualquer base filosófica ou conhecimento literário. Ora, se a bíblia foi escrita e não falada, é necessário conhecimento literário para compreendê-la, e também histórico, pois há um contexto épico e uma proposta filosófica em seu conteúdo. A filosofia é o questionamento sobre o significado oculto dos símbolos e códigos presentes em textos como os da bíblia, em busca da verdade irrefutável. Então qual será o ensinamento a ser adquirido? Qual é o significado do cálice? O cálice é o corpo, assim como se interpreta o vaso, ou o caldeirão celta, o recipiente que carrega a alma. E o significado do vinho? Em determinado contexto é o sangue, em outro é o sacrifício, em outro ainda, é a sabedoria. Como pode alguém que jamais estudou ou se interessou por tais significados pode compreender a filosofia bíblica? Nestes casos as pessoas são levadas a crer que cobras eram falantes contra toda possibilidade biológica, a não ser que pela esquizofrenia, e que Jesus andava sobre as águas, desrespeitando todas as leis da física.

Mas se tais coisas são impossíveis, o que realmente significam? Esta é uma pergunta que nos leva a pesquisar a questão filosófica imposta pelo autor do texto escrito. O que os autores da bíblia queriam nos dizer com isso? Aí está a verdadeira razão pela qual se lê e compreende a mitologia, desvendar e compreender seus mistérios.

Filosofia da serpente na bíblia

Os deuses foram, e são, aqueles capazes de manifestar o pensamento criativo na superfície da terra. Assim que o Deus Enki terminou de criar o homem com sua meia irmã Ninmah foi elogiado:

“Ó senhor de ampla compreensão, quem é tão sábio quanto você? Enki, o grande senhor, quem pode igualar suas ações? Como um pai corpóreo, você é o único que tem o mim de decidir destinos, na verdade você é o eu “.

O “eu” está presente em todos nós e pode ser manifestado na terra de diversas formas, e o Deus Enki o expressava através da engenharia e arquitetura. Em outra tabuleta está inscrito que este Deus construiu a sua magnifica casa de prata “cuja sombra se estende sobre o pântano das cobras”, com magnífica perfeição. O clã de Enki que é o clã do sol, é o clã da serpente, e do dragão, como são representados os sábios. A serpente falante que envolve Eva e a induz a trair Deus, representa portanto, uma raça de pessoas sábias e gentis que após o dilúvio respondiam pelos filhos e descendentes de Cam ou Can, na bíblia, que significa serpente. O povo serpente era construtor, detinha o conhecimento da astronomia e astrologia, magia e medicina, eles pertenciam à parte Sul da África, Etiópia, e Egito, que adotou o nome Kem. Os camitas deviam obediência aos filhos de Sem, os semitas, e por este motivo enviavam ouro à Babilônia e depois Israel (através da rainha de Sabá), durante milhares de anos. Portanto, Sem que em egípcio significa “ouro”, “brilho dourado” ou “galvanoplastia”, viam os camitas como subordinados, e criticavam sua sabedoria. Sendo um clã opositor ao outro, mesmo irmãos, não é de se admirar que na versão abraâmica os camitas fossem o inimigo, e, portanto, representados como a serpente no paraíso, a traidora.

Se forem deuses, se tornarão mito, e uma vez mito, serão heróis. É desta forma que a literatura desenvolve suas histórias. Por trás de todas as histórias sempre haverá uma filosofia, e por trás de toda filosofia um ensinamento, que é a verdade, o princípio, ou a lei. O livro Gênesis da bíblia é o mais repleto de simbologias, antes do livro Apocalipse.

Mas se perguntaram alguma vez, se adquirir o conhecimento não era bom para os humanos? Acaso existiria alguém, sem devoção divina, capaz de recusar o conhecimento? Se a resposta óbvia a esta pergunta é, Não, então por que a serpente seria inimiga da humanidade? Ou melhor ainda, a serpente é inimiga de quem? Dos humanos é que a serpente não poderia ser… Mas os semitas ou o ensinamento religioso abraâmico, nos diz que sim, uma vez que traíram Deus. Então, a pergunta correta a se fazer é, por que os camitas trairiam o Deus de Israel, ou o Deus semita, ao oferecer conhecimento aos humanos? Bom, na versão suméria, na tabuleta que consta da criação do homem, os irmãos Enki (Cam), e Enlil (Sem), discordavam sobre o homem ser apto a desenvolver inteligência. Enlil tinha medo que o homem, um dia, se tornando um ser pensante, passasse a lhes fazer exigências, mas Enki, o deus serpente era bondoso, e queria conceder capacidades essenciais de sobrevivência ao homem. Enki não obedeceu a seu irmão, e o contrariando deu conhecimento ao homem. Os deuses desta versão ganharam mais detalhes emocionantes na origem grega da história que conta como Prometheu (Enki) roubou a chama divina de Zeus (Enlil) para dar ao homem, para que não morresse de frio. Então o que a bíblia na verdade nos diz é, quanto mais adquirimos conhecimento mais exigentes nos tornamos, e isto ameaça o poder dos Deuses, das instituições religiosas, e dos governos. Aquele que entendeu este ensinamento desde o início possui o controle do mundo até os dias de hoje.

Filosofia da criação do mundo segundo o livro Gênesis

Há aproximadamente doze anos, quando eu comecei a debater religião na comunidade EAD do Orkut, os ateus que pertenciam ao grupo criticavam muito o fato do livro Gênesis da bíblia afirmar que o mundo havia sido criado por Deus em “sete dias”. Então haviam os espíritas e os místicos que defendiam a simbologia do trecho bíblico em questão, e que os sete dias da criação do mundo não passavam de uma alegoria ao ensinamento filosófico da cabala judaica. Eu mesma me coloquei em defesa do ensinamento bíblico, porém, na época, eu ainda não havia conquistado conhecimento suficiente para fazer valer um debate mais profundo sobre o tema. Pois bem, os anos se passaram, e apesar de não haver mais debates como os do Orkut, continuei em meus estudos, e hoje portanto, creio possuir conteúdo suficiente para esclarecer como o mundo foi sim, criado em sete dias!

Como a bíblia deriva de conhecimentos antigos como os de seus antepassados sumérios, nada mais natural que procurarmos relacionar o número “7” ao conhecimento da época. No entanto, ao pesquisar sobre a questão simbólica e filosófica deste povo, o único acontecimento significativo relacionado a este número tem relação com a Deusa Inana e sua descida através dos portões do submundo. O submundo é o inferno para os sumérios, um local onde eram enterrados os mortos, um cemitério que se localizava distante das grandes cidades da Mesopotâmia. Mas a descida de Inana não descreve somente a sua ida até este local de maneira física, como quando fazemos em um funeral, ela desceu mais profundamente em si mesma ao atravessar os sete portões do submundo. Então, a cada portão que Inana atravessava era despojada de seus pertences, seus colares, suas vestes… até não restar mais nada, a não ser ela mesma, e por fim é morta. E não há qualquer outra referência sobre este número simbólico nos textos sumérios traduzidos, embora eu tenha esperanças de que as novas traduções possam ainda nos revelar mais sobre esta sabedoria. No entanto, é sabido que, quando os romanos tomaram para si a sabedoria antiga e criou a sua própria instituição religiosa, a igreja católica, condenaram todo tipo de serpente e dragões, abraçando a repugnância abraâmica pelo povo camita, e administrando a ignorância como trunfo pelo poder e controle da nação, obrigou a sabedoria da serpente a renomear-se como “Fraternidade Branca”. Logo, segundo o que restou deste conhecimento nos diz que, os universos são criados a partir de sete leis. Tais leis são constituídas de sete cores responsáveis pela manifestação. Cada cor está relacionada a um dia específico da semana. E segundo os ensinamentos que eu obtive do livro “Grimório dos Dragões”, desenvolvi uma explicação filosófica coerente sobre o trecho da criação do mundo segundo o livro Gênesis, e descrevo a seguir.

No princípio criou Deus o céu e a terra.

Gênesis 1:1

Embora relacionemos a “Terra” ao nosso planeta, na verdade este trecho nos fala sobre a separação entre o corpo físico de Deus e o seu estado incriado. Os sábios antigos explicam que houve uma intenção divina de “existir”, mas continuar inexistindo. Então, estes dois impulsos se dividiram, como as células fazem, e criou-se um portal por onde foi possível haver o espírito.

E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Gênesis 1:2

O abismo é a imensidão onde o espírito de Deus agora vive, é a sua consciência, mas onde ainda não há luz. Ele ainda está ligado à sua parte incriada que é a escuridão, mas pretende continuar existindo mais profundamente. Para tanto, ele precisa criar um novo portal. Mais uma vez, ocorre então, o impulso criativo de Deus em se manifestar e ele impera para que haja a luz.

E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

Gênesis 1:3,4

A luz representa uma dimensão onde há a possibilidade de Deus se dividir em um determinado número de fractais de espírito e consciência, e sendo assim, ele se torna capaz de adquirir conhecimento, ele pensa, ele vê a luz. Logo, entendemos que este é um dos ensinamentos da Cabala:

  • O número zero é aquele que não nasceu.
  • O número um é a consciência de que ele existe.
  • O número três, é a capacidade de pensamento.

Então, no primeiro dia Deus criou três portais aos quais nos revela a matéria, o universo. Estas leis são imutáveis, pois constituem o firmamento. Elas podem ser comparadas às leis da física, pois é isso mesmo que estes sábios antigos estão querendo nos dizer, que as leis da física que constituem o universo, “criação”, são imutáveis. Ou seja, tudo é finito entre os portais nos quais a matéria se transforma, mas só Deus é infinito, como o princípio e o fim.

E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

Gênesis 1:6

Quando os sumérios descrevem a chegada dos deuses ao nosso planeta, se referem à complexidade profunda dos astros que encontram pelo caminho como, suas “águas”. Isto quer dizer que, a expansão do universo se dá, segundo o livro Gênesis, pela separação das “águas”, que são os planetas.

O domingo é representado pela cor azul da manifestação,  que significa poder, liderança e fé. A fé aqui não é religiosa mas consiste em acreditar poder se tornar consciente de quem se é e do que se é capaz de fazer. Já a segunda-feira é regida pelo raio cósmico amarelo da manifestação, ela compreende que existe e conhece a si mesma, mas não se viu. E finalmente, o terceiro dia, que é o dia do raio cósmico de luz rosa, que representa o amor universal. No terceiro dia Deus separou a água da terra e criou as sementes que geraram os frutos de seus frutos, e isso quer dizer frutos do universo, e não somente os frutos no nosso planeta. Ou seja, o fruto deste planeta pode não ser o mesmo do planeta vizinho, e assim por diante, lembrando que, a Terra é um planeta bebê, se comparada a outros milhões de planetas no universo, e sem a existência dos frutos do universo não existiríamos, pois somos apenas consequência da infinita capacidade de criação “divina”. Mas agora, divididos em frutos, nos vemos, e nos observamos, numa determinada consciência dimensional. A partir da capacidade de pensamento e de nos observarmos conscientemente, também devemos ser capazes de nos amarmos por que somos fractais de Deus, que somos nós mesmos. E assim seguem-se os dias conforme os fractais de cores e suas manifestações. A próxima forma de de consciência pensante de Deus será a partir de um réptil, cuja o raio cósmico é o da purificação, Karma.

Os egípcios também tinham a versão de que no quarto dia intercalar nascia a deusa Ísis, protetora da magia e da natureza. O que a bíblia então nos diz, é que a primeira forma de consciência pensante  como indivíduo, foi a de uma espécie de planta que pode ter surgido em qualquer planeta do universo. Sim, as plantas pensam e os átomos também! Busquem por pesquisas científicas, em inglês,  no Google. Depois Deus pensou como um réptil, e mais tarde como mamífero.

Tudo isso explica por que o sol e a lua foram criados apenas no quarto dia!!! Pois somente a partir do quarto dia, ou quarto portal de luz, é que houve vida conforme nosso cérebro é capaz de identificar. Ou seja, somente nesta faze compreendemos o sol, a lua e as estrelas, ou somos influenciados por estes astros. Quando a deusa suméria Inana atravessou os portões do submundo, ela fez o caminho inverso, ou seja, da luz para as trevas, ela foi despojada de suas vestes como se cada peça de sua vestimenta representasse uma partícula dimensional de cada universo que ela foi deixando até as trevas, que é Deus incriado. Ela completou o ciclo representado pelo número zero e retornou ao início, antes da consciência, que é o que acontece quando morremos. Complexo não?!?!?! Bom, digiram tudo isso com moderação. Agora que percebem como compreender a filosofia é importante para desvendarmos a bíblia, espero ter contribuído para que possam se empenhar mais em seus ensinamentos, mas de forma coerente com a lógica e a razão.