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deuses anunnaki

Houve um tempo, em uma época muito distante, onde na região ao sul da mesopotâmia se estabeleceu um povo que se chamavam “cabeças preta”. Foram eles os responsáveis por inspirar toda filosofia bíblica a partir de seus deuses mitológicos. Eram agricultores e mantinham grandes plantações de trigo, cevada, hortaliças, figueiras e palmeiras. Para manter toda esta vegetação, canalizaram habilmente as águas dos rios Tigre e Eufrates, sendo que o segundo ainda servia como um meio de tráfego naval que seguia até o mar. Naquela época o Golfo Pérsico adentrava a foz do Eufrates, como agora já não o faz, e permitia a navegação. Esta região povoada compreendia uma extensão que vai do Golfo Pérsico, passa pelos rios Tigre e Eufrates, e segue pela mesopotâmia e Síria, até o Egito.
Os cabeças preta mais tarde viriam a ser conhecidos como os sumérios. O nome Sumer (Shumer em acádio que significa “a terra dos guardiões”) se estabeleceu através dos acadianos, um povo vizinho que por dominar os cabeças preta em determinado ponto da história, assimilou toda a sua mitologia, modo de escrita e alguns de seus costumes. Este povo, me refiro aos sumérios, teria sido encontrado através de achados arqueológicos que os identificaram como sendo da era Ul-baid, ou, era do barro cozido.
Foi em meados do século XIX, no Egito, Mesopotâmia e Palestina que uma equipe de exploração atravessou o deserto em busca de uma visão científica mais aprofundada sobre os povos evoluídos daquela região. Dentre os achados dos pesquisadores e o assiriologista Henry Greswice Rawlinson, estava a biblioteca do rei Assurbanipal.

Escrita cuneiforme

Diversos tabletes de argila, com uma escrita até então desconhecida, haviam sido encontradas e catalogadas na época de tão maravilhosas descobertas. Mas somente em 1850, o francês Jean François Champolion, começou a decifrar os caracteres cuneiformes. Tais caracteres eram gravados em tabletes de argila, sua forma cuneiforme se dá pelo formato de pequenas varetas de madeira com pontas em cone, que eram utilizadas sobre a argila fresca. Para a surpresa do tradutor e sua equipe, a história contada nos tabletes de argila era semelhante às histórias bíblicas sobre Noé, e haviam duas versões delas. Na versão suméria de Noé, provavelmente a mais antiga, Noé era “Ziuzudra”, e na versão aparentemente acadiana, este mesmo personagem era Gilgamesh, sob o título “A epopeia de Gilgamesh”. É interessante perceber como os povos sincronizaram suas versões até a mais famosa encontrada na bíblia. Mas não foi somente as histórias de Ziuzudra e Gilgamesh que ganharam destaque nas versões abraâmicas. Os mitos dos Deuses sumérios se tornaram deuses egípcios e gregos, além de, grandes heróis na mitologia bíblica. O fato de muitos dos personagens bíblicos não poderem ser datados historicamente se dá pela sincronização entre os mitos históricos dos deuses antigos da Babilônia como Davi, Moisés, Maria, João Batista e Jesus. Todos estes personagens derivam dos deuses antigos da suméria em sincronia com os personagens da bíblia. Foram acrescentados aos heróis bíblicos traços magníficos dado o contexto político da época, e filosofia, para motivar os jovens na luta pela tradição e ensinamento dos deuses.
A partir da adaptação bíblica e sincronia entre os deuses, os judeus criaram uma técnica de escrita utilizada até hoje. Talvez eles jamais tenham imaginado que ao criarem e desenvolverem tal método, contendo tantos códigos e sabedoria divina, se tornariam uma referência para todos os escritores que viessem depois deles. O motivo que levou os judeus a desenvolverem tal método, foi o exílio ao qual foram submetidos durante a guerra. O templo de Salomão havia sido destruído e com este haveria de surgir uma nova era de tradições baseadas em suas próprias raízes.

A sabedoria suméria

É importante constatar que enquanto aqueles que viviam nesta região da mesopotâmia evoluíam, os povos de outras regiões do mundo como, Europa e América Latina, ainda enterravam seus mortos como na era da Idade da Pedra, e não pareciam estar evoluindo como os povos do Oriente. Os deuses sumérios bebiam vinho e cerveja, assavam bolo de manteiga e mantinham receitas de carneiros assados e temperados com ervas e especiarias. Era um povo rico na arte e na produção de cantos e poesia. Suas crianças frequentavam as escolas onde reproduziam as histórias dos deuses e desenvolviam cálculos matemáticos. Suas construções eram baseadas na posição das estrelas no céu, como nos confirma um relato em uma tabuleta de argila em escrita cuneiforme sobre Gudea. Os sumérios mantinham os rituais de libação aos deuses, enterravam seus mortos em locais distantes de suas casas, e, de acordo com as devidas honras, lhes ofereciam um funeral digno. Eles também mantinham uma lista de reis e governantes de antes e depois do dilúvio, sendo que a segunda pode ser confirmada histórica e arqueologicamente. A primeira lista de governadores descrita pelos sumérios não pode ser comprovada pois trata de deuses, que segundo os sumérios, haviam governado por milênios de anos. Contudo, pelo menos alguns deles ainda governavam na segunda lista. Um deles, como eu mesma constatei, sob um nome representativo. Este, no entanto, acabou morrendo afogado, e seria o filho do Deus Enki, de nome Damuzi, como consta na primeira lista ante diluviana, o esposo da deusa Inana, irmã gêmea de Utu. Todos estes estão representados na bíblia sob personagens como João Batista, Jesus e o rei Davi.
Nas traduções feitas pela universidade de Oxford, sob as quais baseio toda a minha pesquisa sobre a mitologia suméria, há os cantos, o conteúdo com fundo histórico e o conteúdo simbólico, determinado de acordo com o que faz sentido à luz da técnica literária.

O dilúvio sumério

O verdadeiro dilúvio certamente aconteceu enquanto os sumérios viviam na Babilônia. Há muitas histórias descritas em cuneiformes sobre como a cidade ficou desolada após uma terrível tempestade. Em alguns trechos dos tabletes antigos eles clamam pelos deuses e lamentam que os tenham abandonado enquanto fugiam por detrás das montanhas. Certos historiadores afirmam que no final da era do gelo houve uma inundação na região do Golfo Pérsico, e relacionam a catástrofe ao lamento dos sumérios sobre o dilúvio como uma possibilidade real.
A história do dilúvio ganhou grandes proporções e gerou versões em acádio, na tabuleta histórica de nome “A Epopeia de Gilgamesh”, e mais tarde uma versão bíblica, a mais famosa nos dias de hoje. Segundo consta na tabuleta suméria, uma forte chuva caiu dos céus e devastou toda a região. O granizo haveria castigado o povo durante horas e destruído os telhados sobre suas casas. Não havia mais plantação, e muitos animais foram mortos pela tormenta. Os dias que se passaram após a catástrofe foram de dor pelas perdas inestimáveis, fome, sede e debilidade. Os povos vizinhos armaram-se contra os cabeças preta, e lhes roubaram o que a chuva não havia destruído por completo, assassinaram as pessoas que restaram vivas, e lhes dominaram pela força. Este foi o triste fim desta nação.