Deuses sumérios
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Mari
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As ruínas da cidade de Ebla, localizada na Síria, revelam uma cidade evoluída e estruturada como um grande centro mercantil. É uma cidade que faz parte do crescente fértil, região da mesopotâmia. É interessante perceber que se traçarmos uma linha do Egito até a Líbia, Assíria, e Golfo Pérsico, com todas as pequenas cidades pertencentes, temos o desenho de uma meia lua, a qual se identifica com seu próprio clã. O clã da Lua foi destinado para o local de cidades antigas, (mesopotâmia), após o grande dilúvio segundo tabletes de argila sumérios identificados por Zacheria como a sinopse da décima tabuleta em seu livro “O livro perdido de Enki”. O local possuía três palácios e santuários dedicados à Deusa da fertilidade onde foram escavados pelo menos seis camadas de artefatos históricos, entre eles tabletes de argila com escrita suméria e “eblaica”, uma adaptação da escrita cuneiforme desenvolvida pelos sumérios. Neles haviam registros de contatos comerciais que datam de 3.500 a.C. a 60 a.C, aproximadamente, já que as datas históricas são especulativas e devido a novas descobertas, se encontram em desacordo. Através dos achados encontrados nestes locais é que podemos desenvolver a história do crescente fértil, e também dos sumérios.

As cidades da mesopotâmia foram construídas acima de ruínas, e algumas delas, mais de duas vezes, isto significa que não é incomum encontrar num mesmo sítio arqueológico artefatos de diferentes épocas, como estátuas de deusas que representam Ninmah, a deusa da fertilidade, enquanto nos templos figuram pinturas que se referem a Inana/Ishtar, a deusa da guerra, ou, vice-versa. Acontece de sempre a nação dominadora, instaurar o seu próprio deus ou deusa acima daquele que havia anteriormente, então, duas deusas sendo honradas num mesmo local, pode significar épocas diferentes. Geralmente este fato acaba causando alguma confusão, pois os arqueólogos podem mesclar as duas deidades. No caso de Ebla, a permanência de seus residentes parece contínua, porém, entre os deuses identificados lá, encontramos Enki e sua esposa Ninki, Ishtar, Hadad e outros menos conhecidos. O que é um tanto estranho é a mistura dos clãs, sol e lua, Enki e Ishtar pertencem a clãs opostos, como se dá através da representação dos deuses naquela região, portanto, não se pode afirmar com certeza de que a cidade tenha sido habitada por somente uma comunidade de pessoas na linha do tempo, principalmente por que, as cidades mesopotâmicas certamente, já existiam antes do dilúvio.

O que mais se encontrou em suas ruínas foram tabletes de argila com informações administrativas. Registros comerciais, uma espécie de dicionário entre a língua suméria e a eblaíta, já que estavam em fase de transição, e passagens didáticas. Os achados foram descobertos, principalmente, por uma equipe de pesquisadores italianos da Universidade de Roma La Sapienza. Estima-e que mais achados possam vir a ser encontrados em decênios.

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Ebla e Mari

A cidade de Ebla tinha uma concorrente poderosa e esta era Mari, cidade que corresponde à descrição de Tilmun, a terra sagrada da Deusa suméria Ninmah. Acredita-se que possivelmente, Ebla tenha invadido e dominado Mari. Em Mari havia, além de tabletes de argila com escrita cuneiforme, imagens da deusa da fertilidade Ninmah, além de muitos exemplares de pessoas com as mãos em oração. Mari, possivelmente foi erigida sob o comando da deusa Ninmah antes do dilúvio, ela teria sido ocupada pelo meno três vezes durante o tempo. A cidade era cobiçada pela força comercial e localização favorecidas.