A descida de Inana ao submundo
setembro 12, 2018
Ebla
setembro 16, 2018

Haviam quatro Deuses primordiais cuja ordem jamais deveria ser abalada, An e sua esposa Ki, pais do Deus Enlil, e o primogênito Enki, herdado de um relacionamento entre An com uma concubina de origem réptil. Eles representam o firmamento. Depois deles viriam sua meia irmã Ninmah (também de origem reptiliana), Nannar, Inana, Utu, Ninnurta, Damuzid, Marduk, e Ningizida. Eles formam os doze deuses celestiais. Os deuses An e Ki, representam o impulso criativo da consciência que é o espírito, Enlil, que é o Deus que representa a manifestação da consciência e é Nibiru/Júpiter/Zeus, enquanto Enki, é o pensamento que emana Deus nas superfícies dos planetas, seu astro é Netuno/Poseidon e as vezes Saturno, planeta do trabalho árduo e aquele que controla o tempo que é Cronos.

Na mitologia suméria, assim como em toda mitologia que veio a seguir, cada um dos deuses possui uma ação representativa na criação do universo e na manifestação da consciência divina, que são os minerais, a flora e a fauna. Depois de Enki criar tudo através do pensamento, assim como Demiurgo, surge sua meia irmã Ninmah para auxiliar com a magia e a multiplicação dos seres vivos. Há muita confusão entre os historiadores sobre as deusas Ninmah e Inana, pois as inúmeras sincronias entre as deusas até a mitologia egípcia, acabou mesclando qualidades destas duas, mas para os estudantes de bruxaria, magia oculta, ou candomblé, as deusas possuem personalidades bem diferentes. Então, embora a deusa Ísis represente Inana quando ressuscita o marido, ela também representa Ninmah ao ser aquela que é a mãe protetora de Hórus e das naus, em sincronia com a virgem Maria. Ísis teria sido criada no quarto dia intercalar, assim como Ninmah, que era a detentora de conhecimentos mágicos e da natureza além de outros atributos. Ambas, Ninmah e Innana, podem ser representadas pela Lua, como a virgem Maria é representada pela lua sob seus pés.

Utu é o Deus do sol e sua irmã gêmea Inana é a rainha do céu, a luz da manhã, Vênus/Atena/Afrodite. Marduk é o Deus escorpião, também representado pelo planeta Marte, Plutão e as vezes Júpiter. O Deus Nannar é a Lua, e os outros deuses, Ningizida, Ninnurta e Damuzid não são representados com clareza, mas especulativamente,  eu diria que Ninnurta pode ser relacionado à Marte por ser um poderoso guerreiro, Ningizida à Mércurio, planeta da inteligência, da dualidade sexual e comunicação, e Damuzid à Plutão, o planeta do renascimento. Para os egípcios, Ozíris, (o Deus em sincronia com Damuzid), é o Deus da vida após a morte e aquele que organiza os ciclos da reencarnação.

An e Ki/Antu

Os Deuses An e ki não são nascidos na Terra, ou seja, são deuses anunas e não anunna-kis. Segundo a obra “O livro perdido de Enki”, escrito por Zacheria Sitchin, An, seria o rei do planeta Nibiru. Quando em Nibiru as condições de vida se tornaram difíceis, por conta da passagem do planeta ao redor do nosso sol durante os éons ou shars, que promoveu o comprometimento da camada de proteção de Nibiru, seus cientistas encontraram no mineral “ouro”, a única solução para a recuperação do seu planeta. Então, teorizaram eles, através da mitologia da origem da galáxia posteriormente transmitida para os sumérios que, a Terra, tendo sido uma vez uma super nova, naturalmente produziu em seu interior o valioso mineral, e que tropas deveriam ser enviadas para minerar o ouro neste planeta. Mas o Deus An achava muito arriscado enviar seus heróis ao espaço para encontrar na Terra uma suposta solução, e negou que a viagem interestelar fosse feita. Porém, os anunas, com o passar do tempo, sofriam as consequências cada vez piores pela falta de uma solução para o problema, e uma rebelião se iniciou exigindo providências. E foi então que seu meio irmão Alalu, ao lado do povo anuna, desafiou o rei para uma luta, na qual o vencedor herdaria o trono. Alalu perdeu para An numa luta justa e fugiu em uma nave para a Terra.

Ao aterrissar neste planeta encontrou vida e ouro. Avisou os anunas sobre seu grande feito e foi homenageado. Mas infelizmente não seria o senhor da Terra como previu. An, o rei de Nibiru, ofereceu o reino terrestre a Enlil, seu filho. Alalu o desafiou novamente, os dois lutaram nus, como era considerado justo, e An acabou arrancando o seu falo com os dentes e engoliu seu sêmem. Alalu perdeu para An novamente, e foi condenado a morrer em Marte, onde um de seus heróis teria construído uma face em pedra como lápide. Desde que a Nasa fotografou uma face em Marte, as pessoas a relacionam à tumba de Alalu. Enki ajudou a curar o mal estar de An, seu pai, que por haver engolido grande quantidade de sêmem teve seu abdome inchado. An retornou para Nibiru e esperou que seus filhos minerassem e lhe enviassem o ouro que salvaria seu povo e sua raça.

Enki

Enki era um Deus bondoso e engenheiro habilidoso. Foi através de sua inteligência e capacidade de construção que os anunas foram capazes de se estabelecerem neste planeta estranho através dos anos. Ele preparou o território para a chegada de mais heróis anunas, construindo um bom acampamento, desviando rios, providenciando alimentos, e planejando estruturas para a mineração do ouro que seria enviado a Nibiru. Quando finalmente os heróis anunas chegaram havia se passado dois mil e quinhentos anos terrestres, o tempo equivalente a um shar, pois para que haja capacidade de navegação espacial com destino à terra, é necessário que o planeta esteja próximo do nosso sistema solar no desenvolver de sua órbita.

Em uma das naves tripuladas enviadas à Terra desembarcou seu meio irmão Enlil e sua meia irmã Ninmah. Os três acabaram por desenvolver cidades e um grande império terrestre, seus filhos e filhas nascidos na Terra foram chamados anuna-kis,( ki – terra), e os clãs dos irmãos se dividiu. Enki pertencia ao clã do sol e da serpente, e dominava o mediterrâneo na cidade de Atlântida. Enquanto Enlil se estabeleceu na Líbia, a terra dos cedros. Logo as diferenças de riqueza e domínio de terras e trabalho, gerou desentendimentos e obrigou Enki a criar o homem. O homem foi criado para ocupar o lugar dos heróis anunas que vieram para a Terra voluntariamente. Eles se cansavam da rota da Terra e o trabalho de extração de minério era exaustivo, mesmo com a reposição de heróis que acontecia a cada shar, os anunas se tornaram trabalhadores difíceis. Eles se juntaram e exigiram uma atitude dos deuses que não tiveram outra escolha, se não, iniciarem o projeto humanidade. Neste ponto a cidade de Enki, Atlântida, havia sido destruída pelo ataque dos deuses anunas exigentes. Eles também haviam roubado “a luz” dos deuses e destruído a cidade de Mari na Mesopotâmia, pertencente a Ninmah. O Deus Ninnurta e seu exército saíram em busca do artefato, espantou os rebeldes e o recuperou para seu pai Enlil. Enki precisou se estabelecer no Egito, onde, com seu filho Ningizida, construiu a cidade de Kemit, ou Egito para os romanos.

Após Enki criar o homem e a mulher, eles povoaram a Terra, e os anunas tiveram filhos com as mulheres terrestres. Houveram catástrofes ambientais como o dilúvio, que prejudicou a extração de ouro e atrasou a recuperação de Nibiru, houveram mais guerras pelo domínio do comércio, terras, e também provisões. O Deus Marduk, ou Bel-Marduk, filho primogênito de Enki, construiu a torre de Babel para servir como campo pouso para os Deuses anunas que viessem de Nibiru, mas seu pai e seu tio Enlil a destruíram, pois somente as pirâmides do Sol e da Lua, espalhadas por todo o globo é que responderiam pelo contato divino.  O Deus Enki acabou por ser morto numa destas batalhas.

Enlil

O Deus Enlil, meio irmão de Enki e Ninmah, chegou à Terra logo quando Enki e Alalu já haviam se instalado e verificado grande parte do território terrestre. Ele trouxe ao planeta os grãos e todo tipo de árvores que dão frutos capazes de gerar mais árvores e frutos. Em uma tabuleta suméria com escrita cuneiforme o povo homenageia este Deus pelo “grão do céu”. Enlil aparentemente coordenava as idas e vindas dos heróis anunas à Terra utilizando um dispositivo chamado de “a luz”. Certo dia a luz teria sido roubada do Deus Enlil pelos rebeldes anunas, mas seu filho Ninnurta, fruto de um relacionamento com a sua meia irmã Ninmah, trouxe o objeto de volta. Nestes tempos turbulentos, surgiu a necessidade da criação do homem e a tarefa da criação ficou à cargo de seu irmão Enki. Enlil jamais concordou com o projeto humanidade. Ele sempre teve medo que os seres humanos se tornassem exigentes como os anunas e relutou o quanto pôde para que o homem não fosse criado. Mas os irmãos Ninmah, Enki, e o Deus Ningizida, filho de Enki, se uniram e deram andamento ao plano. Mais uma vez, Enlil interferiu no projeto, pois queria impedir que o ser humano tivesse inteligência, pelos mesmos motivos que temia a sua criação, mas Enki não o obedeceu e o homem se tornou inteligente. Quando Enlil então, encontrou os humanos nos jardins do Edin, e os viu cobrindo-se de suas vistas, ele estremeceu, e com pavor, os expulsou.

Enlil cometeu um crime. Certo dia, enquanto observava o rio ou lago, em frente à sua casa, percebeu uma jovem anuna a caminhar. Ele a convidou para a sua casa e a violentou. Como punição foi levado para as montanhas, cativo. Durante o julgamento de Enlil, sua meia irmã ponderou a situação, pois que a afligida era uma de suas pupilas na casa de cura, se a jovem lhe concedesse o perdão e se casasse com o Deus, este seria absolvido. E assim Enlil casou-se com Nim, que ao se tornar sua esposa, recebeu seu nome, e se tornou, Ninlil. Enlil e Ninlil tiveram um filho que se chamou Nannar, o Deus da Lua, o senhor dos cabeças preta, os sumérios.

Ninmah

A Deusa Ninmah é filha do Deus An com uma concubina da classe réptil como Enki, ou seja, os dois meio irmãos pertencem ao clã da serpente que é o clã do Sol. Ao se voluntariar para vir para a Terra, cuidou em se especializar sobre as necessidades do planeta. Aparentemente, teria sido a Deusa Ninmah aquela que criou todas as espécies frutíferas e com sementes que nasceram na Terra. Sabemos que os sumérios pensavam assim, porque descreveram no canto “Enki e Ninhursaja“, como a Deusa criou diversas espécies de frutas para deixar Enki doente após uma discordância entre eles. Ninmah também era médica, parteira e geneticista, pois participou do projeto humanidade. Antes da implementação deste projeto, sabemos que Ninmah teria sido capturada de sua cidade “Mari”, na Mesopotâmia, pois no canto “Enki e a Criação do Homem“, há um trecho no qual a Deusa clama ao irmão por ter seu filho, Ninnurta, cativo, e não possuir mais sua casa para morar. Tudo indica que antes de Ninnurta recuperar a luz dos anunas rebeldes, passaram por dificuldades até que o  homem fosse criado, ou, pelo menos durante o desenvolvimento do projeto.

Ninmah também foi chamada de mami, e durante milênios foi retratada como a grande mãe. Quando o projeto adamu, ou projeto humanidade, apresentou dificuldades com a matriz, ou seja, o útero de uma espécie símio, ofereceu a si mesma para gerar e dar a luz ao primeiro ser humano. As diversas estatuetas encontradas em todo o globo homenageando a grande mãe, se referem à Deusa Ninmah, mas os estudiosos a confundem com a Deusa do amor, Vênus, certamente por ser retratada com os seios à mostra. Ninmah também é Ísis, que é a Virgem Maria. Nunca se perguntaram por que Maria mãe de Deus era considerada nossa mãe? Pois bem, mami, Ninmah, gerou o primeiro ser humano na Terra segundo os sumérios, e portanto é a mãe da raça humana.

Outra característica desta Deusa é a sua especialidade científica botânica, que fez com que a igreja cristã, por ignorância ou conveniência, considerasse todas aquelas mulheres que haviam aprendido manipular as ervas em honra à Deusa Mãe, fossem consideradas bruxas. Segundo Anne Marie Luijendijk, da Universidade Religiosa de Princeton, autora do livro ” Os oráculos de Maria”, a mãe de Jesus era uma curandeira que pendurava os nomes das doenças das pessoas em galhos de árvores para curá-las.

Nannar

O Deus Nannar é fruto do casamento entre o Deus Enlil e a Deusa Ninlil, pai dos gêmeos Utu e Inana, senhor dos sumérios. Seu templo teria sido encontrado por pesquisadores europeus em meados de 1800, nas fundações da antiga cidade de Ur. A escada central do Zigurate nos leva diretamente ao templo do Deus da Lua, que é Nannar. Então Ur seria a capital dos sumérios.

Uma curiosidade sobre este local, é que foram encontradas duas torres escalonadas às quais chamaram Zigurate, que também se confundem com a torre de Babel descrita na bíblia, ou, as torres construídas por Bel-Marduk para comandar os deuses. Quando os deuses anunas pertencentes  ao clã da Lua venceram uma disputa de terras, o Deus Enki teria sido morto, e seu filho Marduk condenado a ser preso no monte/pirâmide que fica no Egito, onde se tornaria rei. Até então, Marduk era o rei da Babilônia, mas uma vez deposto de seu trono e preso, teria perdido sua cidade para o clã da Lua. Nannar então, assumiu a capital dos sumérios e nela edificou o seu trono.

Inana

A Deusa Inana é filha do Deus Nannar e neta do Deus Enlil. Desde muito jovem demonstrou temperamento forte e habilidade para a caça e a guerra. Ela é relacionada às deusas Sekhmet, Atena, Afrodite, Freya, Morrigan e outras. Foi governadora da cidade de Unug, muito bem desenvolvida e estruturada conforme suas leis. Apaixonou-se por Damuzid,  o bom pastor filho do Deus Enki, logo após o dilúvio, com quem planejava se casar e herdar a cidade de Kemit, mas foi boicotada por seu futuro cunhado Marduk. Tempos mais tarde vingou-se do Deus invejoso o condenando à prisão no monte e mais tarde ao exílio. Marduk causara a morte de seu próprio irmão Damuzid.

Inana desceu ao submundo em cantos desenvolvidos pelos sumérios. Nestes cantos a Deusa ainda teria ressuscitado ao terceiro dia e tomado para si o direito de reinar no submundo pelo menos parte do ano, dividindo o reino com sua meia irmã Erekigala. Ainda após o dilúvio, a vingança que tomou contra Marduk, e tendo perdido a oportunidade de reinar ao lado de seu amado Damuzid, exigiu de seu tio Enki um lugar para reinar, e este lhe concedeu o vale do Indu, onde se estabeleceu o Indo Kush. (Em homenagem à antiga Kush na Líbia?)

Utu

O Deus Utu era gêmeo da Deusa Inana e filho do Deus dos sumérios, Nannar. Quando seu avô Enlil decidiu declarar a cidade onde hoje se localiza Israel, como sendo destinada a um de seus filhos, desobedeceu a lei da semente e nomeou Utu como seu governante. Seu primogênito Ninnurta se sentiu apunhalado, mas seu pai Enlil amava demais os netos gêmeos para optar por outra escolha que não fosse esta.

Utu era um forte guerreiro e dominador de terras, as figuras o mostram como um Deus poderoso e empalador cruel. Ele teria ajudado Damuzid a fugir para salvar-lhe do exílio, mas infelizmente ele morreu afogado durante sua fuga. Ele e sua irmã Inana planejaram um ataque para se vingarem de Marduk após uma suspeita de traição além da morte de seu próprio irmão Damuzid. Marduk acabou encurralado dentro da pirâmide, ou monte E-kur, sem o olho esquerdo, mas depois foi libertado por Ningizida.

Marduk

O Deus Marduk é filho primogênito do Deus Enki com sua esposa Ninki. Ao chegar na Terra com seu pai tratou de ajudá-lo a estabelecer as bases para a sobrevivência dos heróis que vieram com ele, e daqueles que ainda viriam. Conhecia bem as terras e seus limites e planejava se tornar o governante de muitas delas. Ao retornarem após o dilúvio porém, Enlil determinou que se fundasse uma nova cidade para se prover os poderes divinos e o lugar de aterrissagem dos “carros do céu” (?). Encontrou então, dois picos naturais e outros dois picos iguais foram eregidos por Ningizida. O filho de Enki, Ningizida, apresentou aos Deuses um modelo de pico artificial com quatro lados lisos, e afirmou que poderia contruí-lo, os deuses assentiram. Este pico é certamente o modelo de uma pirâmide, ou seja, as pirâmides não foram construídas pelos egípcios. Ao declarar o governante da cidade Enki ponderou as palavras de sua irmã Ninmah, que o aconselhou para que fosse este lugar sagrado e neutro entre os clãs, e assim se fez. Logo que Inana e Damuzid se apaixonaram perceberam que os clãs deveriam herdar o local sagrado e selar a promessa de neutralidade, promovendo o casal como seus governantes. Marduk não aprovou a ideia. Ele exigia que o local fosse reservado ao clã do sol. Então conversou com sua irmã para que dormisse com Damuzid, a fim de convencê-lo de que um filho legítimo do clã do sol herdasse o poder da cidade sagrada. Mas Marduk tinha a intenção de acusar Damuzid de violência sexual e mandá-lo para o exílio. Damuzid acabou morrendo afogado na fuga.

Tempos mais tarde, quando todos ainda lamentavam a perda de Damuzi, os Igigi (os rebeldes), uma classe de heróis anunas que tinham vindo para a Terra ajudar na mineração de ouro mas, a exemplo de Marduk, casaram-se com mulheres terrestres, embebedaram e mataram o filho de Marduk, Assar. Ele teria sido preso num caixote de madeira e lançado ao mar por seu próprio irmão. O motivo seria a herança de Marduk, o que eles chamaram de a maldição de K-in. Então, Inana e Utu, desenvolveram uma estratégia de guerra contra Marduk para vingarem a morte de Damuzid e de sua suposta intenção de traição contra o clã da lua. Ao perceber que não lhe havia saída, recorreu ao local sagrado, E-kur, as pirâmides, e lá ficou encurralado até ser libertado por Ningizida. Marduk sobreviveu mas com apenas um olho direito. Quando as situação melhorou, Ningizida, que era casado com Azimua, do clã da lua, assumiu o poder do Egito e manteve a paz e a neutralidade durante anos.

Mas Marduk lançou um esquema publicitário convencendo as pessoas de que ele teria criado a raça humana e todas as coisas como único Deus. É possível vermos a face de Marduk em estelas e estátuas grandiosas, manipulando a árvore da vida e construindo o mundo como forma de convencer os seres humanos de que esta era a verdade. Acontece que haviam poucos anunakis, depois do dilúvio, sobre a Terra, e eles precisavam estabelecer um modo de controle. Assim, Marduk se aproveitou da oportunidade, exilou Ningizida sem usar de força bruta e se tornou Rá. No início o Deus Rá era o criador de tudo, mas mais tarde, como se percebessem o erro, determinaram que ele não seria o Deus de todos os horizontes terrenos.

Damuzid

O Deus Damuzid ou Dumuzi, foi filho do Deus Enki. Este Deus era um pastor carismático que conquistou o coração de Inana e lhe prometeu felicidade. Sempre que podia lhe reservava manteiga e queijos para que não se esquecesse dele. Mas Inana estava apaixonada pelo agricultor e em diversos cantos faz comparações entre os grãos e a manteiga e o linho trazidos por Damuzid. O clã da lua o recebeu de braços abertos e todos estavam felizes com a união do casal. Mas pouco antes de seu casamento, Inana é boicotada por Marduk que incentiva sua irmã a se deitar com Damuzid a fim de acusá-lo injustamente por estupro, embora em determinados cantos, não fique claro se houve realmente abuso por parte deste Deus. De qualquer forma, Marduk foi responsável por sua morte, direta ou indiretamente.

Em egípcio Damuzid é Ozíris, ele é convidado por Seth, seu irmão, para um jantar especial, mas acaba sendo trancado num caixão e lançado ao mar para morrer afogado. Na verdade foi o filho de Marduk, Assar, que acabou sendo morto desta forma pelos Igigi, e seu irmão de sangue, e não Damuzid, com quem Ozíris é relacionado.

Ninnurta

O Deus Ninnurta nasceu de um relacionamento entre a Deusa Ninmah e seu meio irmão Enlil, com o qual desejaria ter se casado. Guerreiro fiel de seu pai, perdeu o poder para seu sobrinho Utu, irmão gêmeo de Inana. Ele era conhecido como o senhor do vento. Dominou os rebeldes deuses anunas Igigi, e lhes retomou o objeto de poder uma vez roubado do clã da Lua. Não há muitos cantos traduzidos sobre este Deus, até o momento, então sabemos de relevante, apenas que ele sentiu fortemente a atitude do pai em não lhe favorecer como considerou que merecia segundo a lei da semente que o colocava como detentor do trono.

Ningizida

O Deus Ningizida é filho do Deus Enki. Habilidoso médico, geneticista, engenheiro e arquiteto, foi idealizador e construtor das pirâmides do Egito. Em egípcio se tornou Imhotep, considerado um Deus vivo pelos pesquisadores representantes oficiais das academias, Toth também está entre os seus arquétipos em sincronia, assim como, Hermes Trimegisto, filho de Ptah/Enki. Ningizida ganhou destaque após a morte dolorosa de seu irmão Damuzid pois assumiu a cidade do Egito em lugar dele e foi um grande governante. Em um canto desenvolvido pelos sumérios sobre a sua descida aos infernos, declara um amor apaixonado por seu irmão, e num trecho deste mesmo canto, confessa e lamenta a inveja de Marduk, o causador de todo o mal.

Seu nome em egípcio significa “aquele que traz a paz”, pois por haver se casado com Izimua, do clã da lua, e ser pertencente do clã do sol, selou a união entre os clãs no lugar de seu irmão Damuzid que se casaria com Inana.

Lhe parece estranho tratarmos de alienígenas como nossos criadores e deuses ao invés do Deus bíblico e da Virgem Maria? Ora, e de onde vieram os deuses bíblicos, da Terra, ou, do Céu? E se vieram do céu,  o que estes deuses seriam? E estes sumérios são antepassados de que povo afinal? Enfim, desde a chegada dos deuses anuna ao planeta, esta história constaria de pelo menos quatro ou cinco centenas de milhares e milhas de anos até o dilúvio.