A serpente na fábula do livro bíblico Gênesis

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O livro bíblico Gênesis é um dos mais intrigantes dentre todos os livros compilados na bíblia. Ele nos traz personagens fabulosos gerados do barro e capazes de se comunicarem com um animal como uma serpente que lhes oferece uma fruta com poderes mágicos. Analisado contextualizadamente, este livro se encaixa no estilo das fábulas literárias. Você pode até achar estranho o fato de, já naquela época, este estilo de literatura estar disponível entre os escritores mas, acontece de, na verdade, os sumérios haverem desenvolvido ao menos seis “debates”, entre os tabletes traduzidos pela Universidade de Oxford, envolvendo grãos e ovelhas, o inverno e o verão, o pássaro e o peixe… Então, o “debate” entre a serpente e os humanos não seria nenhuma novidade para as as pessoas da pré história e milhares de anos depois dos sumérios.

Mas a serpente do Jardim do Eden, ou Edin para os sumérios, representa para os abraâmicos, a simbologia de um povo. Para eles este povo eram os camitas. A palavra Kham ou Cam, se relaciona ao filho de Noé e sua geração era conhecida como “heveus” uma variação da palavra “Khiv’va” que significa serpente, e o significado para o nome “Eva” é “mulher serpente” ou “serpente fêmea”. Cam, é a personificação bíblica do Deus sumério Enki, que há milhares de anos construiu a sua casa/templo sobre um lago de serpentes, motivo pelo qual o apelidaram com este nome de significado referente. Enki é o Deus responsável pela criação do homem junto a sua meia irmã, a Deusa Ninmah ou Ninhursaja, e seu filho Ningizida. Estes são Deuses sábios pertencentes ao clã do sol, o clã do lado Leste da região Africana onde se instalou Enki. A serpente é símbolo da sabedoria, da medicina, da engenharia e da matemática.

Certo dia, enquanto Enki descansava em sua tenda longe de toda mina de trabalho dos deuses, sua mãe surgiu e o importunou, exigindo que tomasse uma providência a respeito do trabalho árduo que vinham realizando os voluntários nativos de Nibiru. Para muitos estudiosos dos tabletes da Babilônia, Nibiru é um planeta mas, nas traduções da Oxford sobre os tabletes sumérios, não temos esta identificação, para os sumérios então, Nibiru era uma “cidade distante”. Os Deuses voluntários de Nibiru teriam vindo de terras distantes auxiliar na mineração do ouro, mas se tornaram exaustos e exigiam providências. Uma vez que a sua mãe foi até Enki importuná-lo, o Deus decidiu criar o homem como mão de obra operária para o descanso dos anunnas. Os anunnas são Deuses não nascidos na Terra, chamamos os anunna-kis, aqueles que foram concebidos e nascidos aqui.

O primeiro a nascer deste experimento foi Adão, Adamu, ou Adam, que significa “eu sou homem”, ou, “humano”, mas que em algumas traduções possui o significado de “homem vermelho”. E a mulher veio depois, Eva, que significa “mulher serpente” ou “serpente fêmea”, em homenagem ao dragão fêmea Tiamat, que na versão suméria da criação desta galáxia representa o planeta Terra. Assim, na versão suméria da história, os Deuses irmãos criaram a mulher para multiplicar a vida humana na Terra e aumentar a mão de obra operária em benefício dos Deuses, por isso Deus ordenou: “crescei e multiplicai-vos”.

Mas Enlil, o Deus Touro, Baal, ou Deus de Israel, era contra o projeto humanidade, pois sua especialidade era a administração do ouro, dos grãos e do comércio. Seu clã é o da Lua, identificado pelo Oeste da região, onde o sol se põe, reduto da Babilônia, cujas cidades de seu povo, da Suméria até o Líbano passando pelas cidades em torno do Eufrates, formam uma meia lua. Enlil não é portanto um sábio, ou médico, e muito menos um geneticista, ele sentia medo sobre os experimentos de seus irmãos pois não os compreendia, e era contrário a criação do homem na Terra.

Leia: A Origem da Humanidade

Portanto, temos então, todos os personagens da fábula abraâmica do livro Gênesis. A serpente falante representa o clã da sol, os camitas, Enki, Ninmah e Ningizida, enquanto que o Deus da Terra e da tribo de Judá, que é Enlil, representa ele mesmo. Podemos então, identificar agora a simbologia da maçã, do Eden e a origem do pecado.

A simbologia da Maçã na fábula do livro Gênesis

Enquanto os Deuses criavam o ser humano o projeto se estendia por anos e shars. Um shar para os Deuses seria equivalente a dois mil e quinhentos anos da Terra, aproximadamente. Esse período todo para a finalização do projeto, causava ira entre os voluntários anunna, pois não podiam mais esperar pelo descanso. Quando finalmente o primeiro homem nasceu perfeito, os Deuses perceberam que o processo de criação levaria muito tempo, o que não era adequado. Por este motivo decidiram criar a mulher, para que a raça humana pudesse procriar e preencher a Terra com trabalhadores capazes. Assim, o Deus Enlil, que já havia sido contrário ao projeto humanidade, exigiu que os humanos não tivessem acesso a vida eterna como os Deuses, e partes do DNA humano foram desativados das hélices. Alguns estudiosos acreditam que o que chamam de DNA lixo seja parte do DNA dos Deuses que deveria estar conectado para que tivéssemos a vida eterna, mas que este se conectará naturalmente um dia, de acordo com a nossa evolução. Porém, isto prejudicou a procriação de Adão e Eva no Jardim do Éden. Eva não engravidava e a manipulação genética precisou ocorrer novamente, mas desta vez, o risco seria prover ao homem a vantagem do entendimento e inteligência sobre todas as coisas.

O Deus Enlil estremeceu diante desta possibilidade. Ele temia que o homem se tornasse inteligente e lhes cobrasse direitos, como os anunnas voluntários faziam. Porém, diante da necessidade da criação do homem, Enlil resolveu aceitar que o fizessem desse jeito. Sendo assim, os Deuses, Enki, o sol, e sua meia irmã Ninmah a Lua, adormeceram e doaram parte de suas árvores genéticas para o conhecimento e procriação do homem.

Sendo Enki e Ninmah as serpentes do Jardim que desejaram doar a humanidade o conhecimento, junto com Ningizida, aquele que realizou a operação, a árvore da vida é representada pelo DNA e a maçã então, representa o desejo dos Deuses sobre a humanidade.

A simbologia do jardim do Éden e do Pecado na fábula do livro Gênesis

Se o Deus Enlil permitiu, ainda que a contragosto, a existência do homem, sua capacidade de procriar e de poder desenvolver conhecimento, onde está o pecado do homem? O pecado então, não seria o do homem como a igreja cristã nos prega, mas sim dos Deuses representantes da sabedoria da serpente. O homem somente foi expulso dos Jardins para que pudessem se desenvolver e cuidar de si mesmos como o projeto humanidade propunha desde o início. Aliás, na versão judaica a questão do pecado não recai sobre os humanos. Já o Éden, representa o jardim de cura na casa de cura de Ninmah. Um local desenvolvido para a recuperação de doentes, realização de partos, e experimentos genéticos.

Tabletes antigos babilônicos revelam experimentos em que as pessoas dormiam para dar a luz “através do corte” (cesária) ou dormiam para a realização de operações cirúrgicas, sugerindo a possibilidade da existência de potentes anestésicos. Viver em um lugar de cura sem sofrimento ou dor, parecia o paraíso para aquelas pessoas.