A serpente na fábula do livro bíblico Gênesis
novembro 27, 2018

A cidade de Belém foi anunciada pela primeira vez no livro profético de Miquéias. De acordo com o trecho bíblico, desta cidade surgiria o governante de Israel, e este por sua vez, teria sua origem “nos tempos da antiguidade”. Tal acontecimento maravilhoso transformaria a insignificante e pequena cidade de Belém numa referência histórica para o mundo todo. Para confirmar esta profecia,  a versão grega do livro de Mateus no Novo Testamento, nos conta como três reis Magos viajavam desde o Oriente seguindo uma curiosa Estrela que iluminava o céu até o local de nascimento de um menino santo. Os magos da época eram tidos como astrólogos e eles teriam se baseado na profecia de Miquéias para localizarem o prometido. Como astrólogos, deveriam traçar mapas do céu, e naturalmente, se baseariam num astro como uma estrela para designar a cidade de Belém. Observando estas pistas, logo quis saber onde se localizava Belém, Belém de Efrata, ou, Efrata, mas eis que não encontro qualquer localização possível, e descubro que alguns pesquisadores chegaram a concluir que esta cidade não existe, a não ser que de forma simbólica. Então, aceito esta possibilidade e me concentro em encontrar outras explicações para o fenômeno bíblico.

Como se explica uma estrela permanente no céu durante tantos dias? Se os três reis magos saíram de perto de Bagdá até Belém significa que caminharam 835 km aproximadamente, o que levaria duas semanas. Algumas teorias científicas nos dizem que uma supernova poderia ser muito brilhante, e que este seu brilho poderia ser visto até muitos dias no céu. Mas de acordo com o que eu pude comprovar, os chineses foram capazes de observar e registrar uma supernova, somente em 185 D.C., ou seja, a uma data histórica muito distante da esperada para a comprovação do nascimento de Jesus. Outra suposição então, seria a de que a estrela, na verdade fosse um cometa. Há registros de astrônomos chineses terem avistado um cometa no céu de antigamente por um período de dois meses. Porém, a estrela/cometa avistada pelos chineses teria sido observada em 12 antes de Cristo, ou seja, antes do que se acredita que Jesus tenha nascido, ou, anteriormente a data da mitologia bíblica. Sendo assim, concluo que não há qualquer evidência histórica sobre este fenômeno numa época em que a astronomia era comum. Os chineses misturavam a astrologia com a astronomia e criavam mapas de estrelas estáticas, e novas, que eventualmente pudessem surgir no céu, já em tempos antes de Cristo. Mas como não obtive sucesso nesta questão, parti para a pergunta seguinte “por que relacionariam o nascimento de Jesus a uma estrela?”.

Há registros da passagem do cometa Halley no mesmo tempo histórico em que o Novo Testamento teria sido escrito, e este cometa poderia ter sido visto do Oriente. Ainda me baseando na questão mitológica da bíblia, e considerando que, qualquer que fosse o autor do livro Mateus, ele teria avistado um astro diferente no céu daquela época, esta seria a inspiração necessária para criar uma versão filosófica sobre a verdadeira identidade da estrela. Ou seja, o autor do Livro de Mateus compilado na Bíblia, pode ter se inspirado no cometa Halley para criar a sua versão da história que confirmaria a profecia de Miquéias sobre um governador com origem na antiguidade, mas não se trata do mesmo personagem. O menino santo que governou Israel faz sincronia com a linhagem da família do rei Davi cujo Deus sumério representativo é Utu, irmão gêmeo de Inanna. Já aquele que nasceu, Jesus, faz sincronia com a própria Deusa Inanna. Sim, quero dizer que Jesus possui uma sincronia com a Deusa mais temida e amada entre os sumérios, acádios, babilônios, egípcios, gregos e romanos.
Então, se o autor identificou o local com uma estrela no mapa terrestre, esta foi a estrela de Davi, enquanto que a estrela identificada no céu, seria aquela que representa Inanna nos textos antigos. A Deusa era referida como “estrela da manhã”, que está relacionada ao planeta Vênus e à Deusa Vênus do amor, que representam a Deusa Inanna assim como Jesus : “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos entregar este testemunho em relação às igrejas. Eu Sou a Raiz e o prometido Descendente de Davi, e a brilhante Estrela da Manhã”. 
Poderemos saber mais sobre isso se descobrirmos as origens dos reis magos e o código por trás de seus nomes.

Os três Reis Magos

Pensei que talvez, se identificasse a origem dos três reis magos, pudesse esclarecer mais dúvidas. Mas então, quem eram esses três reis? Os três reis magos, dos quais a bíblia nos dá conta, jamais puderam ser apontados no tempo histórico. Seus prováveis túmulos sagrados em Colônia, na Alemanha, não dão evidências de seus verdadeiros corpos segundo diversos especialistas. Logo, o que me resta, mais uma vez, são os significados de seus nomes. O nome dos três reis magos, Gaspar Baltazar e Melquior, respectivamente, originam a seguinte frase: Tesouro do rei da luz. Gaspar e Baltazar possuem significados hebraicos, enquanto Melquior, possui origem Persa. Segundo consta, estes magos foram nomeados reis após oitocentos anos do nascimento de Jesus, e suas nacionalidades representavam a Pérsia, a Índia e a Arábia. Esta alteração das escrituras pode ter tido um único propósito, o de validar a profecia que diz: “Todos os reis cairão diante dele”. Salmo 72. Contudo, se eu me baseasse na origem natal dada a cada rei mais tarde, seus nomes não teriam tal virtude, e a pista se perderia por completo, por isso, faz bem nos basearmos sempre em achados cada vez mais antigos, assim, nos desviamos das manipulações religiosas.

A partir do nome dos magos percebemos que só há um rei da luz, e este é o Deus sumério Nannar, o astro relacionado a Nannar ou Nanna, é a lua crescente. Nannar é o Deus dos sumérios, seu templo era o templo da Lua erguido onde hoje se localiza o Iraque, um dos primeiros monumentos sumérios a ser encontrado pelos pesquisadores britânicos. Em acádio, seu nome adquire o significado de “iluminador”, “lâmpada”. Nanna é SU’EN, filho do deus Enlil, pai dos gêmeos Inana/Ishtar e Utu/Shamash. Então, o “Tesouro do rei da Luz” cujo código é representado pela sequência de nomes dos três reis magos, se refere aos Deuses, aqueles que possuem sua origem na antiguidade.

A Etrela de Belém Desvendada

Ainda decifrando o significado dos nomes, procuro entender o que quer dizer Belém. Belém significa “terra frutífera” ou “casa do pão” de acordo com algumas traduções, mas não me leva a lugar algum. Porém, Davi para os abraâmicos, Shamash para os acádios e Utu para os sumérios, nascera em Belém, assim como seu descendente direto, Jesus. Logo que percebo esta sincronia, me vem a mente a “Estrela de Davi”, e então compreendo que, na verdade, a simbologia da misteriosa “Estrela de Belém” se relaciona ao local em que reinava Davi. A estrela de Davi, na verdade simboliza a região de Israel e seus quatro rios antigos, um local que pode ser encontrado no mapa, ou seja, um lugar. A região de Israel localiza-se na área pertencente ao clã da Lua, o qual seu líder é o  Deus Enlil, pai do Deus da Lua, Nannar, que por sua vez teve os gêmeos Utu e Inanna. O clã da Lua possuía as terras da antiga Babilônia, sendo assim, da suméria (atual Iraque), passando pelos rios Tigre e Eufrates, e seguindo até o Líbano, temos no mapa o formato desenhado de uma meia lua perfeita, a Babilônia. O clã da Lua liderado pelo Deus Enlil, é representado na bíblia por Sem, o filho de Noé que gerou a nação de semitas.

Então, Davi é simbolizado por uma estrela que se localiza no mapa terrestre. Mas não estamos tratando de uma estrela no céu? Sim. E a estrela do céu é ninguém menos que sua irmã gêmea Inanna. Desde o nascimento de Inanna ela é tratada como a “Estrela do céu”, “Estrela da manhã”, “Estrela Dalva”. Ela é a Deusa Ishtar em acádio, e corresponde sem sombras de dúvidas, à descendência de Davi, sua origem antiga, àquela que ressuscitou ao terceiro dia, à deusa claramente relacionada à estrela da manhã em Ugarit, à Perséfone que traz a luz na primavera, à Eostre que originou o nome em inglês para Páscoa, “Easter”, àquela que é Jesus, que em alemão se pronuncia Iesus, como também o é na sua forma grega IESOUS, mas com sotaque aramaico no qual se  pronuncia, IEShU, ou Yehoshua do original paleo-hebraico, aquela que é filha de Deus e também é Lúcifer.

Canto aos Deuses-A Verdadeira Identidade de Jesus

Canto aos Deuses é um livro que convida o leitor a decifrar a verdadeira identidade de Jesus a partir da análise sistemática de textos antigos sumérios. A autora procura esclarecer através deste estudo, alguns dos mistérios da interpretação religiosa cristã de maneira lúcida e muito clara a despeito de toda interpretação livre ou manipulada já vista e aceita até os dias de hoje. Para corroborar cada uma de suas teorias, ela ainda utiliza de evidências cabais a partir de cantos e poesias de civilizações antigas traduzidas e disponibilizadas pela universidade de Oxford na Inglaterra, evitando assim, qualquer tipo de opinião própria que pudesse vir a interferir em seus estudos. As tabuletas de argila sumérias também nos falam sobre um personagem especial que muito se assemelha a Noé, este é Gilgamesh ou Gilgamech, que é citado no poema épico “A Epopéia de Gilagamesh”. Mas também há outro como Noé, ainda mais antigo, seu nome é Ziusudra e a história de sua vida é narrada entre o dilúvio e a construção de uma embarcação.

A criação do homem, a vida em “Edin” (Eden) o palácio dos deuses, as palavras cravadas em pedra lápis lazuli a mando do próprio Deus, (semelhante à história de Moisés), certo cordeiro, um julgamento, um sepultamento, e um personagem ressuscitado após três dias, também são personagens presentes nas tabuletas sumérias, e, embora recentemente, estas histórias tenham tornadas bíblicas, não trazem os mesmos nomes, se não, somente suas próprias virtudes e aventuras.

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